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Treino de manutenção no Muaythai

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Quando o atleta não tem nenhuma competição em vista, o que ele deve fazer: manter um ritmo forte de treino, ou treinar algumas vezes na semana? Qual a intensidade correta a ser seguida?

Bem, vamos lá, eu estou partindo de ZERO embasamento científico, e TOTAL embasamento empírico e lógico. O objetivo dessa pequena reflexão sobre intensidade e qualidade de treino é levantar a importância de que seu controle é peça fundamental para a evolução do atleta não só do Muaythai, mas de qualquer outra modalidade de esporte de combate.

E quando eu digo atleta, que fique clara a diferença entre lutador e atleta: um lutador está sempre disposto a brigar, mas nem tanto a treinar e evoluir; já para ser considerado atleta é necessário constância, disciplina e cadência na intensidade do treino. Um lutador perde o treino para jogar bola com os amigos, ou pior, balada, o atleta é o cara que vai treinar doente, lesionado, sem desculpas. Logo, um lutador apresenta interesse em competir, enquanto o tem comprometimento total em competir.

Um lutador pode vencer um atleta? Claro que sim. Mas o lutador estará melhor na sua próxima luta? Talvez. E o atleta? Esse com certeza estará melhor, pois terá evoluído em cima dos seus erros.

Dada essa primeira definição, o que um ATLETA deve fazer quando não tem luta? Muitas pessoas dizem que ele deve treinar três vezes por semana, que isso já é o suficiente. Para mim, não! A não ser que o cara esteja passando por dificuldades para manter o estilo de vida de atleta (que falarei mais à frente), ele deve treinar todo dia.

O “jeitinho brasileiro” no treino de manutenção.

Primeiramente preciso deixar claro que o treino de manutenção é um dos pilares para desenvolver características fisiológicas e habilidades técnicas, QUANDO PERIODIZADO E MONITORADO por profissional competente.

Mas muito do que se tem é o jeitinho brasileiro, ouseja, quando o cara não tem luta e vai para academia só passear, isso quando vai. Não corre, come doce, frituras e toma refrigerante, e diz que quando tiver luta volta pra dieta. Esse é treino de manutenção no “jeitinho brasileiro”, e é aí que se separa o lutador do atleta.

– Mas Tigrão, aí já é demais! Então pra ser atleta é preciso ser um robô?

Sim, e por isso existe a distinção entre amadores e os profissionais, além dos diversos níveis de eventos que vão desde a várzea, com bolsa de 200 reais, e os que pagam 5.000 ou mais. Não se engane, no alto rendimento a idéia é exatamente essa: ser um ciborgue que se alimente bem, durma bem e treine melhor ainda.

O estilo de vida de atleta.

Para se manter num nível competitivo bom, é importante destacar a necessidade de bons hábitos alimentares, de procurar manter as aptidões físicas, procurar fazer a manutenção da saúde para prevenir doenças, manter um mínimo relacionamento social e sempre reservar um tempo para descanso. Só assim o indivpiduo terá mais qualidade de vida, o que auxiliará no seu melhor desempenho.

Um treinador deve conhecer seu atleta, mas o atleta deve se conhecer também.

Quando eu estudava para concursos, costumava ouvir que diante de tantas matérias, estudar as disciplinas diferente era um exercício de equilibrar pratos.

Do mesmo modo enxergo um atleta de Muaythai na busca pelo equilíbrio e desenvolvimento das suas habilidades. Por exemplo, não é porque o cara sempre pega no clinche que ele só deve treinar clinche. Seus pontos fracos devem ser trabalhados, desenvolvidos e potencializados, porque cada luta é uma luta, e de uma para outra o atleta precisa evoluir. E não se evolui com dois ou três treinos por semana, no jeitinho brasileiro que eu mencionei ali em cima.

E como vencer isso? Com planejamento, controle e criatividade. Eu não tenho atletas campeões mundiais, e eu sempre lutei na várzea, mas quem me conhece sabe que sempre procurei evoluir de uma luta para outra (as vezes de maneira cega, errada e doentia, mas tentei).

Não existe receita de bolo pra isso. O que existe é análise e interpretação de cada momento do treino, seja em sparring ou em luta, tanto pelo treinador quanto pelo atleta. E evolução não existe sem comprometimento:  não adianta se intocar na academia e treinar horas seguidas se não houver um direcionamento; não adianta correr 12 km por dia se o que o atleta precisa é de força e pegada nos golpes; não adianta treinar uma hora de clinche por treino se ninguém da equipe sabe os fundamentos básicos do clinche. É a célebre frase do Cazolari: treinou muito, mas treinou errado.

Sem luta, é hora analisar e planejar o treino.

É preciso estudar. Seja treinador ou atleta, é preciso estudar técnicas e regra para poder saber o que precisa desenvolver. E o atleta NÃO PODE depender EXCLUSIVAMENTE do treinador para tudo. Ele tem que buscar fora, se quiser crescer. Uma só pessoa no mundo não tem condições de saber de tudo, e é por isso que existem livros de autores diferentes. Então, uma dica é reunir-se com a equipe e fazer a análise do atleta:

  1. Dados internos: vindo de derrota ou vitória, quais os erros que o atleta cometeu? Por exemplo: ele não bloqueou chute? Mas esses chutes foram de esquerda ou de direita? Ele estava andando pra frente ou pra trás no momento da falha?
  2. Dados externos: ver o cenário externo, assistir as lutas, ver como está o nível da categoria, enxergar a realidade sem ilusões – o seu atleta é suficiente para essa categoria ou você vai jogá-lo para os tubarões? Ele tá sobrando no amador? Então talvez seja hora de mudar para semi pro.
  3. Pontos fortes: o que o atleta tem de melhor? O que ele faz melhor que os outros?
  4. Pontos fracos: o que ele faz pior que os outros? Quais as deficiências?

Diante dessas questionamentos é que se pode traçar alguma coisa e aí sim procurar equilibrar os pontos fortes e pontos fracos.  Sair da cegueira,  da burrice operacional e começar a fazer crescer o arsenal do atleta.

Tudo isso precisa ser MONITORADO em conjunto com o estilo de vida do atleta. O comprometimento vai além da academia – para ser atleta de verdade, é preciso o ser 24 horas por dia, sete dias por semana – e quanto menos deslizes, melhor. E se engana quem acha que ser atleta é ser saudável – quanto mais alto o rendimento, menor a saúde.

O ciclo da melhoria.

Supondo que os dados já foram colhidos, é preciso definir quais pontos precisam ser equilibrados. Bloqueios sem tempo? Mão sem pegada? Como melhorar isso? No aparador, no saco de pancadas ou em drill com o parceiro? Aí que entra o quesito “criatividade e experiência do treinador”. E é exatamente aí que você vai saber se o treinador sabe o que faz ou está só falando merda. Claro que cada um tem sua maneira de trabalhar, mas tudo tem que seguir uma coisa simples – a lógica.

O mais importante é que à medida que as ações forem implementadas no treino, haja uma avaliação no sparring, por exemplo. Continuando no ciclo de melhoria, é preciso checar se o que foi implementado está funcionando, e se está funcionando, tem que continuar assim. Caso não continue, será necessária uma nova correção.

Fonte: Portal Administração

Planejar, fazer, checar e agir/corrigir, essa é uma das fórmulas para a evolução. Ela nunca termina, por isso é chamada melhoria contínua. Pontos fortes e fracos SEMPRE precisarão ser equilibrados, pois enquanto se ganha uma habilidade técnica nova, ou mesmo uma característica fisiológica nova, perdem-se outras – por exemplo, enquanto se faz um trabalho focado em ganhar força, a velocidade e o gás vão ficar  prejudicados. A melhor forma de dosar isso só o treinador vai saber – mas o atleta tem que perceber as mudanças e informá-lo.

Por isso a relação entre atleta e treinador é tão intensa. Um manda fazer, o outro faz e diz como está se sentido. E aí novas atitudes são tomadas.

Dito tudo isso, acho que deu pra ficar claro que não são 2 ou três treinos por semana que vão fazer você se desenvolver como ATLETA 😉

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