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Blog do Tigrão

Pegada de clinche estourada vs boxe na curta distância

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Hoje vou colocar pela primeira vez aqui no blog uma análise minha. Quem me segue lá no Instagram (@tigraomuaythai) já conhece esses rabiscos, e como a galera tem curtido por lá, a partir de hoje deixarei esse trabalho aqui no Acervo.

Uma parte dos treinadores que eu conheço afirma que a melhor arma contra o clinche é manter a longa distância e aplicar chutes. Outros acham que são as fintas, quedas e saídas laterais, e ainda outros acham que o boxe pode ser empregado. O fato é que não é receita de bolo, vai depender de como o adversário vem pegar, como ele está andando para encurtar a distância, se ele está com os braços esticados e mãos espalmadas para frente ou se ele vem fechadinho.

Na minha opinião, um boxe técnico e incisivo pode sim quebrar o jogo de um clinchador. Mas não vou afirmar que essa é a melhor defesa contra clinche, pois tudo que é “melhor” é sempre situacional.

Uma luta é feita de uma sucessão de momentos, e na foto rabiscada está um deles. Apenas vendo a foto, não se sabe como se chegou naquele momento, nem o que aconteceu depois, e aí é que está a graça de fazer esse trabalho: a interpretação mistura criatividade e lógica.

O quadro.
O atleta de vermelho encontra-se aplicando uma joelhada sem manter as pegadas do clinche. Pode ser que estivesse se desvencilhando/empurrando o adversário no momento em que levou o golpe. O fato é que ele está na curta distância, sem proteção e sem pegadas. O azul esta posturado, numa posição em que parece ter se desvencilhado do clinche do vermelho, e está aplicando um belo uppercut, que vai em cheio no rosto do vermelho, de baixo para cima como deve ser.

É importante saber aplicar um bom upper, pois no Muaythai a guarda sobe um pouco em relação ao boxe – para proteger a testa/têmporas de cotoveladas. Nessa posição a guarda fica em onze (11), e se o queixo não estiver bem guardado, os uppers são uma chave.

Boxe.
Boxe, estou falando de boxe, não as boas e duras mãosadas que normalmente vemos no Muaythai. Boxe com técnica, com giro dos pés e encaixe de quadril. Não apenas bater forte com o braço duro. Respeito quem faz isso e consegue ter êxito, mas é uma faca de dois gumes, pois ao projetar tudo com força, as brechas aparecem.

Boxe x Clinche.
Aqui não existe polêmica: uma vez clinchado, adeus boxe. Mas… quando o adversário está vindo pegar no clinche, é aí que entra o boxe. Na evasão, se protegendo e se desvencilhando dos braços do adversário, quase sempre andando para trás e aplicando os golpes, principalmente golpes de curta distância, como uppers e cruzados. Usando jabs para manter o mínimo de espaço para aplicar os outros golpes.

Bem, nesse momento da foto, é isso que consigo enxergar. Podem existir mais elementos que ainda não consego ver, e aí está o porquê gosto tanto de fazer essas análises. E você, enxerga mais alguma coisa? Deixe o seu comentário!

Créditos da foto utilizada: MAX MUAYTHAI.
Fotógrafo: TARIMPRESS. 

Facebook: www.facebook.com/tarimpress
Instagram: @tarimpress

Aqui embaixo no vídeo coloquei um trecho de uma luta onde apliquei a “teoria” que descrevi no texto.

 

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