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Sexo & Competição

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Tiago Simão.

O assunto pode parecer tabu, afinal quase não é debatido entre atletas da área, e claro, a intenção não é incentivar ou proibir qualquer prática, mas trazer alguma luz para o assunto.

O texto não será nada para maiores, apenas debater as frentes do assunto, Sexo é responsabilidade, seja para atletas ou pessoas comuns.

O que a ciência diz!

Quando falamos em esporte de lutas, há um verdadeiro tabu sobre o assunto, afinal a abstinência durante um período pré-luta é muito praticado e incentivado, mas afinal, há ciência nisso?

Treinadores e preparadores afirmam que a abstinência gera um acúmulo de agressividade no atleta (homem/mulher), porém tal prática é apenas “consagrada pelo uso”, ou seja, é recomendado, portanto é feito. A prática na verdade se tornou popular aqui no Brasil no Futebol profissional, onde treinadores colocavam seus atletas em concentração isolada antes das partidas (assim é praticado até hoje, mas há sinais de mudanças).

Time do Flamengo (RJ) em concentração.

 

Já nos esportes de combate, o Boxe foi quem popularizou a prática em nossos tempos modernos, Muhammad Ali era abstêmio em períodos de competição, acreditava-se que o sexo enfraquecia o lutador.

Porém alguns estudos científicos demonstraram que a liberação de endorfinas associada ao sexo ajuda muito no descanso profundo e disposição física no dia seguinte. Portanto 24 horas antes a pratica colabora com o sono de qualidade. O mito de que o sexo interfere negativamente na prática esportiva é antigo. Em uma época em que o esporte profissional ainda não havia sido transformado por elementos científicos e tecnológicos.

Testosterona: A química do Mal.

 

O hormônio mágico, testosterona é responsável por aumento da massa muscular, no aumento da densidade óssea, na diminuição da gordura corporal, no poder de recuperação após a atividade física e no desempenho sexual normal.

É dito que após a atividade sexual, as taxas do hormônio caem, o que prejudicaria o atleta, porém segundo pesquisa da Universidade de Nevada-USA, após a prática os níveis não caem em pessoas do sexo masculino.  Porém a reposta do organismo a pratica sexual varia e muito de pessoa para pessoa.

Sexo, portanto consome calorias, sim, mas nada que provoque fadiga. Uma relação sexual com orgasmo, segundo Campeiz*, consome a mesma quantidade de energia de uma caminhada leve – até 250 calorias por hora. Trata-se de um desgaste, portanto, facilmente reparado com alimentação e descanso adequados. Há um relaxamento natural depois do ato sexual, com liberação de opioides e serotonina.

O período pode variar entre aproximadamente 30 minutos para um jovem e pouco mais de uma hora para uma pessoa mais velha. Mas, caso haja um intervalo razoável entre o sexo e o exercício físico, não existe nenhuma interferência negativa.

O que não foi testado?

Questões psicológicas não foram estudadas a fundo até o momento, Ian Shier, da Universidade McGill (Canadá), publicou um estudo no qual dizia que a prática da abstinência nasceu da teoria de que a frustração sexual leva ao aumento da agressão.

E esse seria o motivo pelo qual alguns treinadores de esportes como o boxe e o futebol, onde a agressão é fundamental para o bom desempenho, defendem que não se devem ter relações.

O problema na verdade está em noite mal dormida, ingestão de bebida alcoólica, e estripulias que podem causar alguma lesão.

Mulheres.

A atividade sexual poderia, inclusive, ajudar a combater dores musculares e lesões em mulheres. O sexo bloqueia a liberação da substância que ajuda a transmitir a dor.

Durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 foram distribuídos na Vila Olímpica 450 mil unidades de camisinha, sendo no total 10 mil atletas frequentando o local. Todos os preservativos foram usados.

 

Fontes de Pesquisa:
* TURÍBIO BARROS – Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM (www.drturibio.com)
 *Sílvia Casseb, médica ginecologista do Setor de Ginecologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina (Unifesp). https://www.webrun.com.br/sexo-antes-de-competicao-pode-afetar-o-desempenho-fisico-do-atleta/
* José Mário Campeiz, preparador físico do time do Cruzeiro, de Minas Gerais.

Sexo antes de um jogo pode arruinar o desempenho do atleta

 *Gustavo Barquilha, preparador físico da Integral Médica e mestre em ciências do movimento humano. (www.ativo.com)

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